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O que o entrave entre bancos tradicionais e as fintechs tem a nos ensinar sobre inovação?

William Franco  Ι Publicado em 12 de Setembro de 2019

Algumas semanas atrás, estive conversando com o grupo no Telegram sobre a indústria 4.0 e o assunto era uma matéria sobre o crescimento das fintechs e a ameaça aos grandes bancos. De um lado, o presidente do Itaú Unibanco menciona que estão angustiados e que as grandes transformações fazem com que eles discutam o assunto com frequência. Do outro, empresas como a Nubank completa 15 milhões de clientes. Ao mesmo tempo, notícias informam que a mesma fintech assume que, por opção, teve prejuízo de R$139 milhões no semestre – mas gerando o dobro de receita no mesmo período, enquanto os lucros dos maiores bancos do mundo cresceram 10 vezes na última década

Estes movimentos no mercado financeiros são complexos, difíceis de serem interpretados. A única certeza que temos, é que algo está mudando na forma como consumimos produtos financeiros, e que bancos tradicionais precisam ficar atentos às mudanças, ao mesmo tempo que as fintechs também precisam criar estratégias para estarem sólidas o suficiente para que essa mudança seja positiva ao longo do tempo. 

Levantamos, ainda um assunto muito relevante sobre esta movimentação: se no passado, grandes empresas tinham a segurança de se manterem no topo das listas de maiores empresas por muitos anos, hoje em dia, ninguém consegue se segurar no pódio por muito tempo. 

A longevidade das empresas está caindo. Uma análise da consultoria McKinsey identificou que 88% das companhias presentes em uma lista de 60 anos atrás, das maiores empresas da Fortune 500, não existem mais. O período que uma empresa fica na lista também tem diminuído muito rapidamente. Em 1955, a expectativa de vida das companhias era de 60 anos. Na década de 1980, passou para 30 anos. Hoje, é inferior a 15 anos.

 

Quais são os ensinamentos que podemos tirar de uma situação como esta? 

Não sou nenhum especialista no assunto de bancos, investimentos, ou qualquer coisa do gênero, por isso pedi ajuda aos amigos do meu grupo da Indústria 4.0, um grupo criado para discutirmos inovações e tecnologia.

A princípio, quando olhamos para a notícia de que os líderes de grandes bancos estão angustiados com a entrada e desenvolvimento das Fintechs no mercado financeiro, ficamos estarrecidos sobre como essas potências do mundo financeiros não reagem ao movimento das fintechs. O Denis Borges, engenheiro pela FMU e que atua com o desenvolvimento tecnológico da indústria desde 2008, participante do grupo até mencionou que os grandes bancos investiram em espaços de coworking colaborativo e patrocinam ecossistemas de startups, contudo não viu o reflexo no modelo desses grandes bancos operarem.

Gostaria de frisar que a inovação não está em parecer ser inovador, em prédios decorados, mas sim na EXECUÇÃO da inovação baseado em suas estratégias.

O Jorge Zarlenga Regiani, formado em mecatrônica e Engenheiro Elétrico, traz a reflexão da capacitação sobre os grandes bancos, empresas que possuem recursos financeiros e capital humano bem treinado e capacitado são ameaçados nessa transformação nos negócios quem dirá os profissionais em geral se não buscarem conhecimento e atualização.

A Gisela, que é formada em publicidade e marketing digital, contribuiu lembrando dos casos de empresas que dominavam o mercado, como por exemplo a Kodak e Nokia, e devido ao dilema da inovação, preferiram ficar na “zona de conforto” e deixaram de inovar.

Nesse contexto o Leandro Alerro traz uma abordagem super interessante, mostrando que os grandes bancos são os maiores investidores das empresas digitais e que não se adequaram às novas ferramentas por uma questão de estratégia.

Essa discussão em grupo foi enriquecedora e entendi que a ESTRATÉGIA é a chave para tudo, até para inovar na hora certa, talvez muitos não entenderão qual é a sua, mas o importante que ela esteja bem clara para você e sua equipe!

 

William Franco

William Franco

Sou William Franco e meu propósito é criar para humanizar e transformar! Para cumpri-lo, eu tenho a missão de simplificar a Transformação Digital e ajudar as pessoas a criarem possibilidades e a se reinventarem profissionalmente.

Gerente de Engenharia de Manutenção & Utilidades e responsável pelo programa da Transformação Digital & Indústria 4.0 nas fábricas da Natura.

Também sou professor de MBA na FIEP e da pós-graduação em Administração na FGV.

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